O Brasil começa aqui · Mâncio Lima, Acre

Mâncio Lima
Criativa

A 2.870 km de Brasília e a oito horas de barco da floresta intocada, fica a cidade mais ocidental do Brasil — onde a cultura é a maior riqueza ainda por revelar. Este é o projeto que vai transformá-la em desenvolvimento.

2.870 km
De Brasília
a maior distância do país
Município mais
ocidental do Brasil
Maior parque nacional
Serra do Divisor
3
Povos originários
Puyanawa · Nukini · Nawa

O Projeto

Cultura como motor de
transformação social

O Mâncio Lima Criativa é um projeto cultural estruturante aprovado pelo Ministério da Cultura, que propõe a construção de um território criativo a partir das vocações culturais e identitárias do município mais ocidental do Brasil.

A iniciativa combina formação profissional, eventos culturais de grande porte, geração de renda e preservação do patrimônio amazônico — reconhecendo que a cultura é um vetor de desenvolvimento humano, econômico e social, capaz de criar oportunidades onde havia vazio de políticas públicas.

Com foco na juventude, artistas locais, empreendedores criativos, mulheres e povos indígenas, o projeto estabelece oito linhas de ação articuladas cobrindo formação, infraestrutura, eventos, dados, governança, empreendedorismo e responsabilidade ambiental.

Valor autorizado
R$ 3.015.623,54
Captação via incentivo fiscal Lei Rouanet — sem custo adicional ao patrocinador
Incentivo fiscal
100% dedutível do IR
PJ tributada pelo Lucro Real — limite de 4% do imposto devido
Território
Mâncio Lima · AC
Vale do Juruá · Amazônia Ocidental · município mais a oeste do Brasil
Período
2026 – 2027
Captação até dez/2026 · Execução: 24 meses a partir da aprovação
Processo oficial
Processo nº 01400001092202642 · PRONAC 260070
Aprovado pelo Ministério da Cultura via Mecenato (PRONAC). Documentação integral disponível para auditoria dos patrocinadores.

A Cidade

Mâncio Lima · Acre · Brasil · 7°36'S 72°53'O
Vista aérea de Mâncio Lima, Acre — Alameda das Águas
Bem-vindo a Mâncio Lima
O município mais ocidental do Brasil

Onde o Brasil começa a oeste

Nascida às margens
do Rio Moa

A cidade mais ocidental do Brasil nasceu às margens do Rio Moa, no povoado de Vila Japiim — formado no ciclo da borracha por migrantes nordestinos, sobretudo cearenses. Tornou-se município em 1976, instalado em 1977, e leva o nome do Coronel Mâncio Lima, seringalista que esteve à frente da ocupação da região. Bem antes dele, porém, este território já era casa dos povos Puyanawa, Nukini e Nawa — protagonistas de uma história que contamos com cuidado mais adiante.

A cerca de 700 km de Rio Branco, integra o Vale do Juruá e faz divisa com Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Guajará (AM) e o Peru. Guarda a maior fatia do Parque Nacional da Serra do Divisor — 4º maior do país e candidato a Patrimônio Mundial da UNESCO. Sua economia se move pela agricultura, pela piscicultura e por uma pujante cafeicultura: só em 2025, o café movimentou cerca de R$ 12 milhões no Vale do Juruá.

Aqui, as raízes nordestinas se encontram com os saberes dos povos Puyanawa, Nukini e Nawa, dos ribeirinhos e dos seringueiros. Desse encontro nascem o Boi Carion, a Marujada, o Festival do Coco e os festivais indígenas — um patrimônio vivo que é, ao mesmo tempo, identidade e potencial de desenvolvimento.

Vista aérea da cidade de Mâncio Lima, AC, e da Alameda das Águas

Vista aérea da cidade · Mâncio Lima, AC

Multidão na Alameda das Águas durante evento em Mâncio Lima

Alameda das Águas, palco do Carnaval Eco Folia · Mâncio Lima, AC

20.329
Habitantes
estimativa 2024 (IBGE)
4.672
km² de área
territorial
~700 km
de Rio Branco
14 a 17h de estrada
32%
do Parque Nacional
Serra do Divisor
3
Povos originários:
Puyanawa, Nukini, Nawa
R$ 12 mi
Café movimentado
em 2025 (Vale do Juruá)
Fontes e referências

Dados: IBGE (Censo 2022 e estimativa 2025) · ICMBio / Parque Nacional da Serra do Divisor · Câmara Municipal de Mâncio Lima · Governo do Estado do Acre.

  • CHAVES, Ibernon. História, causos e memórias da Vila Japiim (1912-1977). Recife: Bagaço, 2013.
  • INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Cidades@: Mâncio Lima (AC) — História & Fotos. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em: cidades.ibge.gov.br. Acesso em: 18 jun. 2026.
  • LIMA, Maria Aldecy Rodrigues de. Retratos, imagens, letras e números colados nas paredes: representações sociais de escola para ribeirinhos dos rios Môa e Azul — Acre. Rio Branco: Edufac, 2012.
  • NOGUEIRA, Ravenna. Serra do Divisor: paraíso natural do Acre que encanta com cachoeiras e trilhas incríveis. Agência de Notícias do Acre, 5 jan. 2022. Acesso em: 18 jun. 2026.

Destinos

Uma natureza que surpreende a cada curva do Rio Moa

Com 3.157 visitantes em 2025 e crescimento contínuo, o turismo de base comunitária de Mâncio Lima é pilar do desenvolvimento sustentável regional. Trinta e cinco famílias na comunidade Pé da Serra vivem do ecoturismo e são guardiãs do Parque Nacional.

O Mâncio Lima Criativa fortalece esta cadeia — integrando cultura, turismo e geração de renda como pilares de uma economia local resiliente e sustentável.

Natureza
8
Cachoeiras catalogadas
Amor (20 m de queda livre), Ar-Condicionado, Pirapora I e II, Grande, Mapinguari, Formosa e Pedernal — cada uma com ecossistema único, acessíveis por barco pelo Rio Moa a partir do Pé da Serra.
Mirante
609 m
Mirante da Serra do Divisor
Vista panorâmica da Amazônia a 609 metros de altitude — um dos mirantes naturais mais impressionantes do Brasil, com a floresta se estendendo ao horizonte até o Peru e a Bolívia.
Cultura & Festa
40 mil
Alameda das Águas
Cartão-postal do município e palco do Carnaval Eco Folia — que atraiu 40 mil foliões em 2023. O pier às margens do Paraná Japiim é o ponto de partida para expedições ao Parque Nacional.

Os Povos

Puyanawa, Nukini e Nawa

Três povos da grande família linguística Pano habitam o território de Mâncio Lima há gerações — muito antes do nome que a cidade leva hoje. Todos atravessaram o ciclo da borracha, perderam terra e língua e hoje vivem processos distintos de retomada: a revitalização cultural dos Puyanawa, a reconstrução identitária dos Nukini e a luta dos Nawa pelo reconhecimento e pela demarcação. Contamos quem são não como pano de fundo, mas como protagonistas — com o cuidado de não transformar identidade indígena em enfeite.

Indígena do povo Puyanawa, Mâncio Lima, AC
~750 pessoas
Puyanawa
Aldeias Barão do Rio Branco e Ipiranga · família Pano
Vivem a 28 km da sede, em terra demarcada apenas em 2000. Na primeira metade do século XX foram submetidos a trabalho forçado nos seringais da região, com língua e rituais proibidos. Hoje protagonizam uma das mais fortes retomadas culturais do Acre: reaprenderam o próprio idioma na escola da aldeia, produzem de 10 a 12 mil sacas de farinha por ano e realizam o Festival Atsa Puyanawa — na 7ª edição, com visitantes de mais de cinco países.
"Ficamos escravizados do coronel Mâncio Lima até 1950, quando ele faleceu."
— Cacique Joel Ferreira Puyanawa, à Agência Brasil (2023)
Indígena do povo Nukini, Mâncio Lima, AC
~900 pessoas
Nukini
"Povo da Onça" · 7 aldeias · família Pano
Ocupam 31.932 hectares na margem esquerda do Rio Moa, em terra demarcada em 1993. Também marcados pelo período dos seringais — que quase apagou seu idioma —, reconstroem hoje a própria identidade: recuperam a língua nukini com os mais velhos e mantêm o uso da ayahuasca estritamente ritual, fora do circuito turístico. A liderança espiritual, herdada da matriarca Arlete Muniz, é hoje conduzida por seu neto Leonardo Muniz.
Homem do povo Nawa na floresta, território da Serra do Divisor, Mâncio Lima, AC
~306 pessoas + 80 famílias na cidade
Nawa
Reconhecidos oficialmente em 2002 · família Pano
Foram dados por extintos pela FUNAI nas décadas de 1970-80, classificados como mera mistura de Nukini e ribeirinhos. A virada veio de um detalhe no quintal de dona Chica, anciã de 88 anos: um cemitério de família — incomum entre ribeirinhos. Em 2002, perícia antropológica determinada pela Justiça Federal comprovou a etnogênese Nawa. Sua terra, sobreposta ao Parque Nacional da Serra do Divisor, segue sem demarcação após mais de 21 anos. O cacique Railson Nawa atua também como assessor indígena da Prefeitura.

Protagonismo, não decoração

O risco de tratar o indígena como imagem já se repetiu na região: a vizinha Cruzeiro do Sul usa o nome "Náuas" em rádios, times e cafés desde os anos 1930 — enquanto o povo de carne e osso seguia tido como extinto e sem terra demarcada. É exatamente o padrão que o Mâncio Lima Criativa se compromete a não repetir:

Oficineiros e mestres indígenas contratados e remunerados nas formações — não convidados simbólicos
Festival Atsa Puyanawa reconhecido como parceria que já existe, não como mérito do projeto
500 mudas nativas plantadas em parceria efetiva com o povo Puyanawa, com mão de obra e saber local remunerados
Fontes e referências

Dados: O Eco · Agência Brasil · Portal Amazônia · Instituto Socioambiental — Povos Indígenas no Brasil · Agência de Notícias do Acre · Jornal Grande Bahia.

  • AGÊNCIA BRASIL. Povo Puyanawa relembra escravidão e luta por reconhecimento no Acre. Brasília: EBC, 2023.
  • ((O))ECO. Os Nawa, povo que a ciência oficial deu por extinto. 2025.
  • INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Povos Indígenas no Brasil — Puyanawa, Nukini e Nawa. Disponível em: pib.socioambiental.org.
  • PORTAL AMAZÔNIA. Povo Nukini e a preservação do Rio Moa. 2023.
  • AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DO ACRE. Festival Atsa Puyanawa recebe visitantes internacionais. 2024-2025.

A Realidade

A realidade que nos move a agir

Numa cidade encravada na fronteira, faltam à juventude os caminhos mais básicos — escola que forme, trabalho que sustente, arte que dê sentido. No vácuo deixado pela ausência do Estado, sobram o tráfico, o álcool, a violência doméstica e o aliciamento das facções. Aqui, oferecer cultura e formação não é vaidade: é disputar, um a um, os jovens que o crime já trata como seus.

41%
dos homicídios do Acre em 2025 tiveram a guerra entre facções como motivação — 66 das 160 mortes, a maior causa isolada. (Polícia Civil do Acre)
15–29
anos é a idade de quem mais morre. A juventude concentra a maioria dos homicídios no estado, e cerca de 80% das vítimas são negras. (Anuário do MPAC, 2025)
Rota
internacional da cocaína: o Vale do Juruá, na fronteira com Peru e Bolívia, é um dos principais corredores de entrada de drogas no país — e onde o aliciamento de jovens começa cedo.

Juventude em risco na fronteira

O Acre vive sob a lógica das facções. Quem tomba nessa guerra tem rosto e idade conhecidos: são, em sua imensa maioria, jovens negros entre 15 e 29 anos. No Vale do Juruá — corredor da cocaína que entra pelo Peru e pela Bolívia —, o crime recruta cedo, justamente onde faltam escola, trabalho e cultura para disputar esses meninos e meninas.

A violência contra a mulher reforça o quadro: por anos o Acre figurou entre os estados de maior risco de feminicídio do país — reflexo da desigualdade e da baixa presença do poder público em regiões de fronteira e de baixo IDH.

Cultura como prevenção e transformação

Não é ingenuidade — é o que os pensadores da cultura dizem há décadas. Para Antonio Candido, a cultura é um bem incompressível: tão vital à vida digna quanto o alimento e a casa, e privar alguém dela é uma forma de violência. Paulo Freire mostrou que não há transformação social sem formação, e Ailton Krenak nos lembra que os povos da floresta resistem mantendo vivos seus modos de criar e narrar o mundo.

É essa a aposta do Mâncio Lima Criativa: usar a cultura como política de prevenção — formar, gerar renda, devolver pertencimento e abrir horizonte. E os números mostram que funciona: onde o investimento social avançou, o Acre reduziu em 15,5% as mortes violentas em 2024.

"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda."
— Paulo Freire

Fontes: Polícia Civil do Acre (2025) · Anuário do MPAC (2025) · Atlas da Violência (IPEA/FBSP) · Sejusp/AC. Referências: A. Candido, O Direito à Literatura (1988); P. Freire, Pedagogia da Indignação; A. Krenak, Ideias para Adiar o Fim do Mundo.

Uma cultura que já existe, mas não vira renda nem dado

O problema não é falta de cultura — é a ausência da estrutura que transformaria essa cultura em economia. O próprio projeto nomeia os gargalos: não existe levantamento dos agentes culturais do município, a maioria dos produtores atua na informalidade, e faltam espaços de produção, capacitação e, sobretudo, comercialização.

4.347
famílias dependem do Bolsa Família em Mâncio Lima — a principal fonte de renda de boa parte da população. (MDS)
Zero
mapeamentos sistematizados dos agentes e negócios culturais do município existem hoje — não há dado para planejar política cultural. (Justificativa do projeto)
Na rua
é onde vendem hoje artesãos e agricultores familiares, sob sol, sem ponto fixo — até a criação da Casa do Agricultor e do Indígena Artesão. (CONAFER)

Patrimônio que não vira renda

O Festival Atsa Puyanawa já recebe visitantes de mais de cinco países. O Boi Carion já tem documentário e já capturou recurso público via Lei Aldir Blanc. A capacidade local de gerar cultura relevante já está provada — o que falta é a estrutura que sustente e amplie esse resultado, em vez de depender do esforço isolado de cada grupo.

Prova de que estrutura funciona: a Casa do Agricultor e do Indígena Artesão, criada em Mâncio Lima para dar ponto fixo de venda a quem antes vendia na rua, deu certo a ponto de ser replicada em Porto Velho (RO) em 2025. O Mâncio Lima Criativa parte do mesmo princípio, aplicado à cultura.

Renda concentrada, pouco diversificada

O PIB per capita do município é R$ 13.704,87 (2021) — abaixo da média do Acre, que já é um dos estados mais pobres do país. Mais da metade da remuneração formal (57,3%) está nas faixas de menor renda. A economia ainda gira em torno de poucas atividades — café, piscicultura, transferência de renda — com a economia criativa praticamente fora da equação.

É exatamente essa lacuna — entre o patrimônio cultural que já existe e a renda que ele ainda não gera — que o Mâncio Lima Criativa foi desenhado para fechar.

Fontes: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) · IBGE (PIB per capita municipal, 2021) · CONAFER · PROJETO MÂNCIO LIMA CRIATIVA — Justificativa.

O Projeto como Resposta

Não é uma lista de atividades — é resposta, ponto a ponto

O objetivo geral do Mâncio Lima Criativa é implantar um Território Criativo em 24 meses, voltado ao desenvolvimento cultural, social, ambiental e econômico do município. Cada meta abaixo nasceu de um problema específico — não da vontade de "ter mais um projeto cultural".

80%
dos agentes culturais mapeados
em 3 meses
12 meses
para criar o Observatório
de Economia Criativa
180
pessoas formadas em
6 cursos presenciais
2/ano
edições do Giro Cultural,
3 dias cada
20
negócios criativos na
incubadora
500
mudas nativas com
o povo Puyanawa
ProblemaNa rota da cocaína que cruza o Vale do Juruá, jovens de 15 a 29 anos são o principal alvo de aliciamento das facções — e também quem mais morre: a faixa concentra a maioria dos homicídios do estado.
RespostaOcupação real do tempo livre, com formação e renda: 6 formações presenciais para 180 jovens (3 por ano) em artes, produção e economia criativa, 2 edições anuais do Giro Cultural (3 dias cada) e cachês para artistas locais — disputando, um a um, os meninos e meninas que o crime já trata como seus.
ProblemaPatrimônio cultural farto, mas sem onde virar renda: faltam espaço de produção, capacitação e, sobretudo, um ponto digno de comercialização.
RespostaIncubadora de 20 negócios criativos — que passam pelos cursos e expõem nos eventos estruturantes — e reforma do Teatro Marcia Alencar com acessibilidade universal e equipamentos de iluminação e sonoplastia, devolvendo à cidade um palco à altura da sua produção.
ProblemaNão existe um único levantamento sistematizado dos agentes e negócios culturais do município — e sem dado não há política cultural possível.
RespostaMapeamento de 80% dos agentes em 3 meses e, em 12 meses, a criação do Observatório de Economia Criativa — com boletins, painéis de dados online e diagnóstico público, a primeira base de dados cultural de Mâncio Lima.
ProblemaA maioria dos fazedores de cultura atua na informalidade — sem CNPJ, sem acesso a editais nem a mercado.
RespostaAs 6 formações têm foco direto em gestão, formalização e acesso ao mercado, e a incubadora acompanha cada negócio da abertura à venda nos eventos — tirando o artista da informalidade para dentro da economia formal.
ProblemaO isolamento geográfico extremo mantém eventos já maduros — Festival Atsa Puyanawa, Boi Carion, Festival do Coco — quase invisíveis fora do território.
RespostaPlataforma digital de comunicação e governança para levar a agenda cultural ao país inteiro e fortalecimento dos eventos que já existem — somando estrutura e alcance sem disputar o protagonismo de quem os criou.
Problema4.347 famílias dependem do Bolsa Família como principal fonte de renda, numa economia presa a café, piscicultura e transferências.
RespostaMais de 100 empregos diretos e indiretos, cachês para artistas e mão de obra local contratada em todas as frentes — renda nova injetada na economia e uma base produtiva menos dependente de transferências.
ProblemaPovos indígenas tratados como imagem decorativa, sem parceria documentada — risco real, já visto no uso do nome "Náuas" em Cruzeiro do Sul.
RespostaOficineiros indígenas contratados e remunerados, representação indígena no Comitê Gestor e parceria efetiva com os Puyanawa no plantio de 500 mudas nativas (a compensação ambiental do projeto) — protagonismo com contrato, não com foto.
ProblemaProjetos culturais costumam esvaziar quando acaba a captação — sem governança nem continuidade, o investimento evapora.
RespostaComitê Gestor presencial e digital, avaliações trimestrais publicadas e um plano de continuidade que institucionaliza as ações para além dos 24 meses — para o Território Criativo sobreviver ao próprio financiamento.

Como executamos

24 meses, três fases, uma entrega

O cronograma oficial do projeto organiza a execução em três fases encadeadas — do diagnóstico inicial à entrega de um território estruturado e preparado para seguir sem depender do financiamento.

Meses 1 – 4 · Pré-produção
Fundação
  • Planejamento geral e contratações iniciais
  • Reuniões comunitárias e formação do Comitê Gestor, com representação indígena
  • Início do mapeamento dos agentes culturais
Meses 5 – 22 · Execução
Construção
  • Conclusão do mapeamento e implantação do Observatório
  • Formação profissional contínua e realização dos eventos anuais
  • Reforma de espaços culturais e plataforma digital no ar
  • Incubação dos 20 negócios e plantio das 500 mudas com os Puyanawa
Meses 23 – 24 · Pós-produção
Continuidade
  • Consolidação dos dados e avaliação final
  • Relatórios e prestação de contas
  • Plano de continuidade para o Território Criativo seguir adiante
Fontes e referências

Dados: PROJETO MÂNCIO LIMA CRIATIVA — Objetivos, Produtos e Cronograma de Execução (documento oficial submetido ao Ministério da Cultura, PRONAC 260070).

Quem é impactado

Beneficiários do projeto

Da população local aos visitantes do Parque Nacional, o projeto alcança toda a cadeia cultural e social de Mâncio Lima — direta e indiretamente.

  • Músicos, artesãos, atores, poetas e mestres da cultura popular
  • Jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade social
  • Povos indígenas Puyanawa, Nukini e Nawa
  • Empreendedores criativos e produtores culturais
  • Professores e agentes comunitários de cultura
  • 35 famílias do turismo de base comunitária (Pé da Serra)
  • Grupos de cultura tradicional como o Boi Carion e a Marujada
  • Toda a população de Mâncio Lima — cerca de 20,5 mil habitantes

Impactos Esperados

Resultados que permanecem
no território

Emprego e renda
Geração de trabalho e renda na cadeia da economia criativa local, com foco em artistas, artesãos e produtores culturais independentes.
Prevenção à violência
Redução da vulnerabilidade juvenil mediante formação, pertencimento e protagonismo — alternativas concretas à marginalidade na fronteira.
Identidade cultural
Preservação e valorização das tradições amazônicas, indígenas e das festas populares do Vale do Juruá — memória viva do território.
Fomento ao turismo
Aumento do fluxo turístico ligado ao Parque Nacional da Serra do Divisor, integrado à oferta cultural e à renda das famílias da comunidade Pé da Serra.
Legado ambiental
500 mudas de espécies nativas plantadas em parceria com os povos Puyanawa, Nukini e Nawa — devolvendo à floresta o que a cultura inspira.
Coesão social
Uma comunidade mais segura, inclusiva e protagonista do próprio desenvolvimento — gerando dados, governança e conhecimento para o futuro.
Logo Taberna 81

Quem realiza

Taberna 81 — cinco anos fazendo cultura acontecer em Mâncio Lima

O projeto é proposto por uma empresa local com história, estrutura e legitimidade para executá-lo — uma referência regional em eventos, enraizada na cultura amazônica.

Fundada em outubro de 2020, a Taberna 81 consolidou-se como referência local em eventos, oferecendo um espaço acolhedor e profundamente conectado às raízes amazônicas. Seu ambiente combina conforto, identidade cultural e versatilidade — palco para aniversários, confraternizações, shows, encontros culturais e eventos temáticos.

A empresa acumula experiência nas maiores festas regionais, impulsionada pela trajetória de seu gestor — cantor profissional com mais de 25 anos de carreira —, o que garante um olhar artístico e sensível para a produção de eventos, música ao vivo e entretenimento de qualidade.

Com 8 colaboradores diretos e ampla cadeia indireta — fornecedores, profissionais de som e iluminação e artistas —, a Taberna 81 fortalece a economia manciolimense e reafirma seu compromisso com a mão de obra local, a cultura e o empreendedorismo no Vale do Juruá.

Razão social
G.S. Rocha
Nome fantasia
Taberna 81
CNPJ
39.362.622/0001-03
Fundação
Outubro de 2020
CNAE
82.30-0-01 · 90.01-9-02
Responsável legal
Geinison da Silva Rocha
Equipe
8 colaboradores diretos
Sede
Bairro Bandeirante
Mâncio Lima/AC

Missão

Proporcionar experiências inesquecíveis por meio de entretenimento de qualidade e eventos que valorizam a cultura local, fortalecendo o convívio social e impulsionando a economia de Mâncio Lima.

Nossos valores

1
Hospitalidade
Receber cada cliente com acolhimento, respeito e alegria, criando um ambiente onde todos se sintam em casa.
2
Qualidade
Excelência em bebidas, gastronomia, atendimento e estrutura, garantindo segurança e satisfação.
3
Cultura e Comunidade
Valorizar artistas locais, fortalecer a identidade cultural da região e movimentar a economia criativa.
4
Inovação
Programações diferenciadas, experiências temáticas e melhorias contínuas que surpreendam o público.
5
Ética e Responsabilidade
Transparência, respeito às leis e compromisso com a responsabilidade social e ambiental.
6
Diversão com Segurança
Entretenimento de maneira segura, organizada e responsável, priorizando o bem-estar de todos.

Quem executa

Cinco profissionais, cada um responsável por uma frente — coordenação, produção, captação de recursos, jurídico e administrativo. Não é um projeto de uma pessoa só.

GR
Geinison da Silva Rocha
Coordenador Geral
Letras · Gestão Hospitalar
Responsável legal do proponente. Cantor profissional há mais de 25 anos e empresário do setor cultural em Mâncio Lima; coordena a estratégia geral e a articulação institucional.
WR
Wilglison Araujo Rodrigues
Produtor Executivo
Administração
Músico e gestor cultural. Foi Coordenador de Cultura do município por 8 anos, à frente da execução da Lei Paulo Gustavo e da Lei Aldir Blanc. Responsável pela execução operacional.
LM
Luciana M. R. de Lima Melo
Coordenadora Técnica
Pedagogia · Pós em Gestão Escolar
Gestora de projetos governamentais e da sociedade civil, com experiência em captação via emendas parlamentares federais (Transferegov).
IR
Ida Carmem de Lima Rocha
Assistente Técnica
Direito · Filosofia
Mediadora no Instituto Federal do Acre, com experiência em assistência jurídica no Ministério Público do Acre. Suporte jurídico-administrativo do projeto.
CM
Carlos D. Maia de Macêdo
Coordenador Administrativo
Administração · MBA Gestão Pública e Cooperativas
Experiência em gerenciamento de convênios e prestação de contas em cooperativas e instituições governamentais. Controle financeiro e organização documental.

Está prevista ainda a contratação de 1 auxiliar administrativo durante a execução do projeto.

Apoio institucional

Parcerias previstas no projeto, articuladas junto a instituições com presença real no território — da pesquisa acadêmica à capacitação empresarial.

Parcerias previstas na fase de planejamento do projeto, a serem formalizadas durante a execução.

Por que patrocinar

O melhor investimento social que sua empresa pode fazer custa, na prática, R$ 0

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Sua empresa destina
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ao Mâncio Lima Criativa
Deduz do IR devido
R$ 250.000
100% abatido (Lei 8.313/91)
Custo real do patrocínio
R$ 0
+ marca, reputação e legado

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Cotas de patrocínio

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Captação total autorizada: R$ 3.015.623,54 · Múltiplas empresas podem compor o financiamento. Cotas combináveis e negociáveis com a coordenação.

Como funciona a Lei Rouanet

01
A empresa destina o patrocínio
Parte do IR devido é destinada ao projeto aprovado dentro dos limites da lei — 4% para PJ Lucro Real. A empresa escolhe o projeto cultural que deseja apoiar.
02
O valor é deduzido do IR
O valor patrocinado é integralmente abatido do IR a pagar. A empresa investe em cultura sem custo adicional ao seu orçamento operacional.
03
Sua marca integra o projeto
A empresa passa a integrar a comunicação oficial como patrocinadora — em eventos, mídias digitais e materiais impressos durante toda a execução.

Vamos construir esta parceria

A captação está
aberta até dez/2026

As cotas são limitadas e atribuídas por ordem de confirmação. Fale com a coordenação para receber o projeto completo, o plano de mídia e a proposta de contrapartidas sob medida para a sua empresa — sem compromisso. Em poucos minutos você entende como transformar imposto em legado.

Fale com a coordenação
Geinison Rocha
Telefone (68) 99962-2874 E-mail geinisonrocha@hotmail.com Instagram @manciolimacriativa
Endereço Rua Mustafa Almeida Tobu, 107
Bandeirante · Mâncio Lima/AC
CEP 69.990-000
Processo · PRONAC 01400001092202642 · 260070